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Arquivo para: Julho, 2005

Assustadoramente

Jul 05 31

Escrito por Luis Nabais @ 31/07/05 22:07 | 4 Comentários »

Assustadoramente dou comigo a pensar em coisas que pensei não serem verdade. Em verdades que ininterruptamente neguei de mim mesmo numa continua luta para ser diferente… melhor dizendo para me enganar a mim próprio dizendo que não era igual aos outros, estupidamente acreditando que era diferente, que não fazia o mesmo que os demais e agora, em plena reflexão da minha vida, dou comigo chocado ao saber que sou igual… e não sinto nada em relação a isso.

Descobri agora que sou manipulador, que sempre usei as mesmas ferramentas que todos os homens usam e sempre me convenci a mim mesmo que estava apenas a ser “honesto”. Sim honesto mas não comigo certamente e muito menos com aqueles que me ouviam a dizer palavras que dizia sentir sem sentir, mentindo a mim mesmo contribuindo para uma bola de neve que me enrola e de onde não posso sair…

Certo dia irá estalar e rebentar-me na cara e todas as mentiras vão voltar para me magoar, se não for por alguém que se magoe será o meu coração a crucificar a minha mente por tudo o que fez e oprimiu…

…e esse dia assustadoramente chegou. Assustadoramente as minhas “mentiras” voltaram para me assombrar e pior que tudo foi por culpa das verdades que me dói agora. Sim foste tu, tu que para “me proteger” como disseste me magoaste mais que toda uma vida, tu que nesse simples acto de partir e voltar as costas me despedaçaste o coração numa tentativa de o evitar. Já to disse, é a coisa mais estúpida que fizeste e tens agora tempo para a reflectir sabendo que vou ficar aqui a apanhar os pedaços esperando que voltes.

Mas não se vai ficar por aqui aposto, há mais mentiras, mais novelos para desembrulhar e vai tudo explodir em breve eu sei e assim vai culminar o pior ano da minha vida, aquele em que estou prestes a perder tudo o que tive quer pessoalmente como profissionalmente e só espero que no fim de tudo isto se sobre saiam aqueles que forem meus verdadeiros amigos e que não me abandonem quando os meus pecados se acabarem de voltar contra mim…

…e eu que pensava que TU eras uma dessas pessoas assustadoramente atiraste a primeira pedra.

PS: infelizmente sei que tu és outra pessoa que não vai ler o que escrevi.

EDIT: ok só para que saibam estava errado eu 🙂

LDraw

Jul 05 31

Escrito por Luis Nabais @ 31/07/05 14:07 | 2 Comentários »

Modelo Metroliner Lego" /

E aqui fica uma imagem do modelo de um comboio de nome metroliner que eu fiz usando o software MLCad, para os interessados visitem o site LDraw.org 😉

Wish You Were Here

Jul 05 25

Escrito por Luis Nabais @ 25/07/05 11:07 | 4 Comentários »

So, so you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skys from pain.
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

And did they get you to trade
Your heros for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here.
We’re just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.

Pink Floyd – Wish You Were Here

Oculto

Jul 05 21

Escrito por Luis Nabais @ 21/07/05 22:07 | Sem Comentários »

Não… não venho aqui falar de ocultismos e das forças em que alguns acreditam mas sim da forma como oculto a minha forma de ser.

Antes de mais nada peço desculpa se isto parecer demasiado pessoal ou até egocêntrico mas foi um tema que me veio á mente no meio das muitas conversas de MSN que tinha no momento.

Muita gente certamente me vê como um brincalhão, como uma daquelas pessoas que diz sempre uma piada seja em que altura for (nem que seja num funeral) mas eu sei que não sou assim… ou talvez seja. Ainda há dias se viraram para mim e, para me apresentar a outra pessoa, apelidaram-me daquele “das piadas ribeirinhas”. Não inventei o conceito nem as uso habitualmente mas a verdade é que regra geral descrevem-me como bem disposto e animado… mas não sou.

Poucos certamente sabem a dor que sinto dentro de mim… aqueles que o deviam saber possivelmente serão os que sabem menos devido á minha forma de ser. Mas que forma de ser é esta? É a forma de ser de uma pessoa que oculta os seus sentimentos com piadas… com bom humor e boa disposição que não tem mas que mostra para evitar que os outros se aproximem…

Sou aquela pessoa que consegue estar a declarar-se a uma rapariga e no fim dizer “Ah não! Estava a brincar!” com um riso falso a suportar o medo e a falta de coragem. Ainda hoje estava a falar do texto anterior (aquele acerca da crise dos 16) e no meio da discussão séria e sem eu perceber bem porque o fiz comecei a mandar piadas e conscientemente mudei o assunto inconscientemente.

Não gosto de ser assim… vejo-o como uma cobardia, como uma fraqueza por muito que á primeira vista surja como qualidade. Não sou capaz de ser verdadeiro, de mostrar que sou triste e que tenho raiva para com o mundo que me rodeia e acima de tudo com aquilo que sou e mais ainda raiva daquilo que não sou.

Basicamente sinto-me um fraco e a cada piada que mando mais fraco me sinto mas inevitavelmente continuo a mandar essas mesmas piadas vezes e vezes sem conta a criar uma imagem falsa de mim que cai por terra nos momentos em que desespero e encontro uma réstia de coragem dentro de mim para explodir e dizer realmente o que sinto sem pensar e muitas vezes magoando tudo e todos á minha passagem…

Basicamente não gosto daquilo em que me tornei mas tenho de viver comigo mesmo…

PS: Ignorem, demasiados neurónios queimados no exame de matemática.

Crise dos 16

Jul 05 20

Escrito por Luis Nabais @ 20/07/05 18:07 | Sem Comentários »

Ok há tempos estava no MSN a conversar com uma amiga e lembrei-me hoje da conversa. Agora que já estou nos meus 18 anos e que já passei por isto resolvi reflectir sobre os acontecimentos físicos e psicológicos que ocorrem nessa bela idade que são os 16 anos.

Antes de mais quero que saibam que isto vai ser um texto sério e certamente muito pesado e que não fiz qualquer pesquisa para o escrever, apenas tenho o pouco que aprendi nas aulas de psicologia e a experiência que vivi e que certamente está distorcida na minha visão de rapaz de 16 anos (na altura).

Continuando: com 16 anos vivemos possivelmente a idade mais bela e também a mais negra da nossa vida de adolescentes. Foi esta a conclusão a que cheguei.

Vivemos quase sempre a primeira grande história de amor com 16 anos (ou lá perto). Encontramos o primeiro grande amor, aquele que nos marca, aquele que durando muito ou pouco parece que nunca vai acabar… parece tudo perfeito, parece que encontrámos a alma gémea muitas vezes na pessoa que menos se assemelha a nós. Mas no fim ela acaba como uma bomba que explode no nosso coração desfazendo tudo á sua frente. Tinha de ser assim, exageramos na relação e tomamo-la por mais do que é na realidade e isso obviamente magoa quando batemos no duro mundo da realidade…

Mas a grande crise que vivemos aos 16 ocorre antes de tudo isto, antes de acharmos esse “amor” que tanto nos fascina. Primeiro que tudo sofremos porque vivemos anos sem encontrar essa pessoa ideal… começamos a acreditar que a culpa está em nós e aí sim surge a tradicional desculpa de que a culpa é dos outros que não nos entendem… na angustia de não ter uma alma gémea começamos a desesperar pensando que nunca vamos encontrar amor. E é no momento que desistimos, no momento que atingimos uma paz interior que se resume á desistência dessa busca incessante e por vezes exagerada do amor, que encontramos aquilo que durante tantos anos nos iludiu: um amor arrebatador.

É assim que vejo essa idade dos 16 anos, esse ano magico que fica para sempre na memoria de cada um e que cada um vive de maneira diferente cego pelos sentimentos que tem apesar de no fundo todos sermos iguais, reflexo do facto de sermos todos Homo Sapiens Sapiens. Talvez não seja esta a realidade, talvez psicologicamente falando devesse explicar de outra forma mas a verdade é que desta ou de outra forma todos passamos por esta fase e os demais nada podem fazer para a resolver. É algo que está em nós e que apenas nós podemos superar e por mais que leiamos, por mais que os nossos amigos nos ajudem é impossível evita-lo.

Concordam comigo?

Renovação

Jul 05 10

Escrito por Luis Nabais @ 10/07/05 22:07 | 3 Comentários »

Sim meus amigos foi isso que acabei de fazer aqui ao berlogue: uma renovação completa tanto dos sistemas que estão por traz (agora WordPress deixando para traz o Movable Type que andava a dar problemas) como daquilo que voçês vêm.

Pois é andei aqui a estafar-me para arranjar um look novo e espero que gostem dele. Deixem aqui os vossos comentarios e já sei que há um bug no Internet Explorer mas isso é porque o Internet Explorer não sabe mostrar as paginas correctamente e não porque eu tenha erros no codigo (sim eu testei mais uma vez no validador 😉 ).

EDIT: Ok editei isto e agora já é visivel no Internet Explorer mas os tamanhos nos outros ficam um poucos mais espaçados o que até não é muito mau 🙂

Pedalo

Jul 05 10

Escrito por Luis Nabais @ 10/07/05 4:07 | Sem Comentários »

A cada pedalada um novo sentimento.

Com a primeira uma liberdade… um sentimento de leveza pelo que passou e por aquilo que já não tenho de aturar. A liberdade de sentir o vento sem as amarras do passado.

Segunda pedalada e começa a acelerar… começa o passado a fugir de nós e nada nos lembra disso nem nada nos preocupa… Apenas queremos seguir em frente e experimentar coisas novas. Continuar a sentir a frescura do vento a arrastar tudo menos nós que o contrariamos e avançamos em direcção ao futuro!

Terceira pedalada e começa a sentir-se um pouco de cansaço mas nada nos pára… nada consegue impedir que sigamos em frente, que para trás fique uma paisagem conhecida para dar alas a uma completamente nova e estranha…

Quarta pedalada e o com o cansaço a tomar conta de nós forçamos a pedalada com uma fúria desejosa de fugir do passado, de cortar o vento que nos empurra de volta e de não parar mas é inútil…

Quinta pedalada e estamos exaustos… estamos a ficar estafados e damos as ultimas pedaladas evitando parar para não voltar para trás… para não sucumbir ao vento que nos empurra de volta a uma paisagem de onde queremos fugir…

Sexta pedalada e quase paramos… o cansaço toma conta de nós e o sofrimento de não conseguir andar para a frente, de não conseguir abandonar o que está para trás assola o nosso espírito e num acto de desespero forçamos mais uma pedalada…

Sétima pedalada e está tudo…. Não conseguimos mais, desistimos de tudo e voltamos para traz a pé, sem pedalar mais, tristes e derrotados por um vento que parecia brisa mas que nos força a voltar para uma paisagem conhecida que já não nos quer aceitar…

E assim tentamos fugir semana após semana de um passado que volta sempre para nos assombrar, de um passado que nos recusa e nos magoa. E assim tento pedalar na bicicleta da vida todas as semanas para fugir de ti e acabo sempre por voltar sabendo que não consigo esquecer mas que também já nunca mais vai acontecer…

Pedalo sem sentido no íngreme monte da vida…

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