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Tag: politica

Loures? Não, Lisboa senhores.

Jul 12 24

Escrito por Luis Nabais @ 24/07/12 23:07 | Sem Comentários »

Pois bem, chegou ao fim esta novela.

Primeiro foram os deputados do PS e PSD que com a pressa de alterarem a lei que reestruturava as freguesias de Lisboa meteram os pés pelas mãos e mudaram ruas como a minha para fora da minha freguesia e para terra de ninguém com uma proposta alterada e votada no próprio dia. Pelo caminho tivemos o tradicional discurso dos camaradas do PCP a dizer que a proposta estava mal e todas as demais queixas mas sem nunca explicarem nada. Aprovou-se então a estranha proposta.

Depois vêm os deputados da Assembleia da Republica criar a insólita situação de pedirem à Presidência da República para vetar a lei que eles próprios aprovaram apenas dias antes porque se enganaram (até guardei o artigo do Expresso sobre o caso).

E agora voltou a Lei à Assembleia com um aviso do Presidente da Republica para passarem a ter mais cuidado com o que aprovam (aviso que eu sublinho naquela que é quiçá a primeira vez que concordo com o actual Presidente). Lei essa que já tem proposta de alteração pronta a ser votada! Se alguém achava que a política era sempre lenta tem aqui prova que quando querem não o é.

Resumindo e concluindo: o texto foi emendado para deixar de limitar incorrectamente a freguesia dos Olivais na Avenida Dr. Alfredo Bensaúde em vez do correcto “limite do concelho” e a freguesia do Parque das Nações é correctamente criada até ao rio Trancão.

Resta deixar a nota de apreço aos deputados que me responderam ao email que enviei a expor a situação no dia em que soube do assunto. Em particular aos dois Lideres parlamentares do PS e PSD que foram dos primeiros a responder bem como à deputada Ana Sofia Bettencourt (PSD) e ao deputado Marcos Perestrello (PS). Deixou-me ligeiramente mais descansado ter respostas breves destes deputados a confirmar que a situação se tratava de um lapso e que seria corrigida assim que possível. A nossa democracia ainda precisa de um pouco mais de transparência mas neste caso acabou por se mostrar mais transparente do que eu esperava.

Vamos lá ser controversos

Mar 11 13

Escrito por Luis Nabais @ 13/03/11 14:03 | 2 Comentários »

Ok vamos lá ser controversos então e fazer umas declarações que me vão cortar as visitas em metade (ou duplicar o hate mail, quem sabe):

  1. Eu sou a favor do nuclear e não é este problema no Japão que me vai mudar a opinião. O conhecimento torna-nos mais fortes, só se tem medo do que não se conhece.
  2. Achei uma palhaçada ao passeio pelas cidades do país fora pela total ausência de propostas para solucionar os problemas mas mais ainda porque alguns nem se apercebiam do ridículo dos problemas que diziam ter. Mais ainda sinto-me insultado por aqueles da minha geração que aceitam sem criticas o rotulo de “Deolindos” ou “Geração à Rasca” numa clara demonstração de que não se sabem desenrascar.

Arrisquemos caraças!

Fev 11 16

Escrito por Luis Nabais @ 16/02/11 22:02 | 10 Comentários »

Foto de n.hewson, via Flickr

Foto de n.hewson via Flickr

Epah primeiro que tudo peço de antemão desculpas pelo tom um pouco mais acalorado da entrada que se segue neste meu pequeno espaço online.

PORRA, CARAÇAS! Já não posso mais com o raio da musica dos Deolinda e a mais recente tara dos media nacionais de apelidar a minha geração de “Geração à Rasca”.

Estamos “à rasca” com recibos verdes, estágios intermináveis e más perspectivas de emprego nas nossas áreas de eleição? Estamos sim para quase todas as áreas, isso é um facto. A culpa é nossa? Não, a culpa não é nossa. Vamos chorar e fazer beicinho até que os nossos paizinhos resolvam os problemas por nós? NÃO CARAÇAS!

Já chega de andarmos a passar a mensagem de que somos uns inúteis que só queremos Playstations e LCDs! Já chega de passar a mensagem que nos conformamos com empregos de trampa e estágios intermináveis que em tempos idos teriam sido apelidados de escravatura. BASTA!

Se somos jovens vamos mostrar as nossas qualidades. Se é entre os jovens que há mais idealismo então vamos participar activamente na vida politica do país. Vamos organizarmos-nos (criar até partidos novos se assim for necessário) e colocar a nossa marca no país.

Se é quando se é jovem que se tem de arriscar vamos usar a buzzword do momento, empreendedorismo, e motivar os nossos jovens a constituir as suas próprias empresas em vez de aceitar mais um trabalho de 3 meses a recibos verdes que mal dá para comer. Custa ter dinheiro para isso? Custa. Os apoios que há estão profundamente minados de condições irrealistas e/ou compadrios que os tornam inalcançáveis? Estão. O que podemos fazer? O mesmo que se faz há anos: bater a toda a santa porta com a nossa ideia. Seja aos vossos pais, tios e avós, aos vossos professores, amigos ou o gajo rico da aldeia e juntar o dinheiro à moda antiga. Bolas, até já se pode constituir uma empresa por 1€ querem mais o quê?

Vamos deixar de ser mais uma geração à espera do D. Sebastião e pegar o touro pelos cornos. ARRISQUEMOS CARAÇAS!

PS: e pronto, já tirei do peito o que tinha a dizer.

Nada para ver

Abr 10 01

Escrito por Luis Nabais @ 01/04/10 0:04 | 2 Comentários »

Nope, não tenho nada para dizer hoje, não tenho nenhuma mentira para contar, nenhuma peta para pregar.

Não vou dizer que vou mudar isto para o próximo “Hi5Porcas” ou que me vou dedicar à culinária.

Não vos vou dizer que este site vai passar a ser optimizado para Internet Explorer 6 nem que a TVI acabou de anunciar um novo programa ao estilo do Big Brother com políticos portugueses numa plataforma petrolífera (apesar que isso até era engraçado).

A única coisa que até podia dizer é que estou a preparar-me para uma nova aventura num emprego novo que arranjei no Japão porque ninguém ia acreditar em tal peta.

Conclusão: este ano não há nenhuma mentira de 1 de Abril aqui no estáminé e eu só queria mesmo dizer isso.

PS: Já agora relembro a todos que podem reaver todo o IVA cobrado injustamente num veiculo automóvel comprado nos últimos quatro anos preenchendo um formulário nas finanças. Notem que isto é claramente verdade, não estou a mentir e até podem confirmar no site da DECO.

Carta aberta ao Expresso

Mar 09 10

Escrito por Luis Nabais @ 10/03/09 0:03 | 2 Comentários »

AVISO: Este texto não representa nem em parte nem na sua totalidade as opiniões do meu empregador. Tudo o que escrevo neste texto, bem como neste blogue, são apenas as minhas opiniões pessoais.
Esta entrada surge como resposta ao artigo publicado em expresso.pt intitulado: “Magalhães”: O Expresso e um pretenso desmentido

Cara direcção do Expresso,
Certamente que, contrariamente ao senhor José Jorge, têm as habilitações necessárias para efectuar a tradução de software como o GCompriz e que ao contactarem com o autor original do programa ficaram a perceber que essa mesma tradução é fruto de um trabalho voluntário por parte das mais diversas pessoas e organizações por esse mundo fora.

Espero com esta carta aberta educá-los um pouco sobre o modelo de desenvolvimento Open-Source (ou Código Livre), modelo esse que parecem (ou querem fazer parecer) desconhecer. Para vosso conhecimento o modelo de que falo assenta sobre o princípio de que o código fonte dos programas informáticos e tudo o mais que lhe está associado (documentação, traduções, etc.) são de livre redistribuição e modificação, são criados e melhorados com a contribuição voluntária de todos os envolvidos.

A Caixa Magica Software é uma empresa que se dedica à distribuição e ao suporte do sistema operativo Linux possuindo para tal várias distribuições do mesmo sistema (neste caso a Caixa Magica 12 MAG) sendo a actividade principal da empresa, a meu ver, proporcionar suporte e corrigir problemas que os seus clientes encontrem com o software. Para efectuar tal trabalho é necessário que os clientes reportem os erros à empresa de forma a ser possível corrigi-los, não sendo de todo produtivo procurar rapidamente desinstalar o software em questão.

A Caixa Magica procura também ajudar sempre que possível no desenvolvimento dos diversos componentes que juntos formam o sistema operativo Linux à semelhança de muitas outras empresas pelo mundo fora, umas maiores do que outras, que assentam sobre o mesmo modelo de negócio e sobre a mesma filosofia de partilha de conhecimento e esforços.

Sinto-me portanto profundamente enojado e insultado ao ver a Caixa Magica Software, e em boa parte todo o modelo Open-Source e respectivas pessoas singulares e/ou colectivas associadas, serem arrastadas para aquilo que não posso deixar de considerar um jogo sujo politico considerando o quão oportuna é a noticia à luz não só do ano de eleições em que nos encontramos como do facto do projecto Magalhães ser uma das bandeiras da governação do governo actual.

Deixo então o convite aos senhores jornalistas do Expresso, ao Exmo. Sr. Deputado José Paulo Carvalho e a todos os demais que assim o desejarem de se dirigirem à minha pessoa, á Caixa Magica ou a quem mais acharem indicado para saberem como é possível participarem num dos inúmeros projectos Open-Source (como o GCompriz por exemplo) de forma a defenderem a Língua Portuguesa contribuindo com traduções, com documentação, código fonte ou o que demais puderem fazer para melhorar a sua qualidade e ajudar a evitar que situações como esta se repitam. Ajuda e críticas construtivas são sempre bem-vindas.

PS: Fica também uma nota de apreço para o senhor José Jorge, emigrante Português que realmente apenas dispõe da 4ª classe feita em Portugal (tendo terminado o seu ensino superior em França) e que mesmo assim tentou dar o seu melhor para traduzir um software como o GCompriz para a sua língua materna sozinho e sem apoios destes que por cá andamos demasiado ocupados a olhar para os nossos umbigos.

Formação Cívica

Fev 09 27

Escrito por Luis Nabais @ 27/02/09 20:02 | 2 Comentários »

Durante uma conversa hoje cá por casa comecei a pensar nos comportamentos totalmente erráticos que inúmeros peões por esse país fora exibem constantemente e comecei a ponderar qual poderia ser a solução para evitar isto no futuro e a solução foi simples: Formação Cívica.

O meu raciocínio é simples de seguir: Os comportamentos de desrespeito pelo código da estrada por parte de muitos peões portugueses são fruto do desconhecimento do código pela parte da grande maioria deles logo a solução é ensinar o mesmo nos 9 anos de ensino obrigatório. A disciplina de Formação Cívica serve que nem gingas já que o próprio nome da mesma indica que deve servir para formar as crianças para serem cidadãos de pleno direito e uma vez que eu acredito que uma pessoa só se pode considerar cidadão de pleno direito se cumprir e respeitar as ordens impostas pelos seus pares temos uma combinação perfeita.

Uma consequência engraçada desta alteração é que se podia perder a obrigatoriedade de frequência ás aulas de código para tirar a carta de condução uma vez que a mesma já tinha sido obrigatoriamente estudada no percurso normal de ensino.

Outros conteúdos que, a meu ver, deviam fazer parte do currículo da disciplina de Formação Cívica são:

  • A Constituição Portuguesa pois, a meu ver, todos os cidadãos nacionais deviam ter pelo menos conhecimentos basicos da mesma por forma a conhecerem os seus direitos e deveres.
  • Os três poderes: Executivo, Judiciário e Legislativo e um olhar básico sobre como eles se dividem e como interagem entre si.

Não concordam comigo que uma disciplina de Formação Cívica com esta matéria seria muito mais interessante do que a actual que, de acordo com a minha irmã de 14 anos, é uma disciplina onde “se fazem uns inquéritos e uns debates”?

O nosso Portugal

Out 08 24

Escrito por Luis Nabais @ 24/10/08 22:10 | Sem Comentários »

O nosso Portugal é aquilo que o Luís Miguel Sequeira retrata com uma brutalidade raramente vista no seu artigo intitulado “Não percebo nada de política”.

Não me entendam mal, eu por brutalidade quero dizer que o artigo representa brutalmente aquilo que realmente se passa no nosso pais, os verdadeiros problemas que nós como Portugueses temos, que o nosso país sofre e um pequeno olhar para possíveis futuros que se apresentam á nossa frente.

Eu não sei muito bem como descrever o post (e agora não tenho tempo para um olhar mais aprofundado ao tema mas gostaria de o fazer em breve) mas recomendo vivamente a leitura daquele extenso artigo.

Por Dizer

Jun 08 20

Escrito por Luis Nabais @ 20/06/08 22:06 | 3 Comentários »

Andei tão ausente que deixei tanta coisa por dizer nos últimos tempos. Eu até pensei várias vezes em posts aqui para o blog mas depois era estudar para um exame ou era a falta de vontade… A realidade é que deixei passar boas oportunidades para actualizar aqui o estaminé no entanto como gosto de andar sempre fora de modas vou fazer aqui um breve comentário às coisas que fui deixando de lado:
 

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