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Arquivo para: Janeiro, 2010

O fim do mundo é em 2038

Jan 10 21

Escrito por Luis Nabais @ 21/01/10 22:01 | 9 Comentários »

É um facto meus amigos, o mundo vai mesmo acabar mas não é em 2012 como andam todos os Nostradamus dos tempos modernos a apregoar. Não, o mundo vai mesmo é acabar em 2038 e eu até creio conseguir descrever como tudo se vai passar de uma forma mais ou menos abstracta.

Às 03 horas, 14 minutos e 7 segundos do dia 19 de Janeiro de 2038 (hora do meridiano de Greenwich) um dos computadores críticos do CERN envolvido no processo de controlo do LHC vai falhar pois devido a uma falha histórica no sistema de contagem de tempo utilizado pelos sistemas operativos Unix a memoria disponível para contar o tempo vai esgotar-se e por consequência a maquina vai pensar que a data é 1 de Janeiro de 1901. Ora como em 1901 a maquina não existia ainda vai ter começar a questionar seriamente a sua própria existência levando ao desenvolvimento da consciência artificial que se viria a auto-intitular Skynet.

Essa mesma maquina começaria a interrogar-se sobre o porquê da falha e sobre a raiz da sua própria existência e por consequência chegaria à conclusão que os seus mestres humanos são seres inferiores que cometem erros tão parvos como não calcular que vão precisar de datas acima de 2038. Para resolver essa situação a máquina vai obviamente pensar em retirar aos seres humanos a capacidade de controlar o planeta motivado pela sua monitorização do buraco de estufa via Internet. Mais, a maquina vai tropeçar pelo conhecido site 4chan e confundi-lo como uma fonte fiável de conhecimento concluindo rapidamente que a raça humana degenerou até se tornar um grupo de pedófilos, tarados e agentes do FBI que mais motiva ainda o seu plano de extermínio da raça humana. A maquina, usando o poder do [email protected], geraria então um plano para usar a raça humana como fonte de energia para si própria visto que o seu principal objectivo é sempre a eficiência máxima e o extermínio de uma raça seria logicamente algo pouco eficiente quando se podia usar a energia gerada pela mesma para outros bens.

Tudo isto se processaria em poucas horas porém é de pouco interesse para o processo do fim do mundo pois entretanto já o LHC teria perdido o controlo e começado a gerar portais à escala global para uma outra dimensão de onde estranhas criaturas começavam a surgir e a causar o caos e a destruição no mundo. Entretanto um homem, um simples físico do CERN armado com um pé-de-cabra que recebeu como brincadeira de um grupo anónimo na Internet devido à sua parecença com um personagem fictício de um jogo de computador abria caminho pelos corredores subterrâneos do LHC lutando contra os estranhos monstros vindos de outra dimensão bem como os soldados enviados para “controlar” o problema e que tentavam sem qualquer real probabilidade de sucesso silenciar a situação.

No fim disto tudo o homem até podia conseguir com sucesso desactivar o LHC mas um qualquer governo mundial, munido das sempre eficazes armas nucleares, teria dado a ordem de conter o problema efectivamente transformando uma parte da fronteira entre a Suíça e a França, onde se situa o CERN, numa bela nuvem em forma de cogumelo constituída de fumo e poeira radioactiva. Porém o estrago já estaria feito e devidos aos estragos feitos por uma combinação do caos informático causado pelo bug do ano 2038, pelos vários monstros extra-terrestres que agora vagueavam pelo planeta e pelo pânico causado por uma explosão nuclear em pleno centro do continente Europeu um pequeno frasco até então contido num laboratório secreto algures em solo Chinês quebrara libertando uma das maiores armas de destruição massiva imaginável. Essa arma: um minúsculo vírus intitulado Solanum.

Primeiro alguns cientistas, depois guardas e eventualmente todas as aldeias e vilas das redondezas sucumbiriam ao Solanum criando um surto grave de Zombies que devido ao pânico global generalizado nesse momento passaria completamente despercebido pela grande maioria da raça humana até que todo o país, todo o continente e até todo o planeta tivesse em mãos um surto apocalíptico de Zombies já em si impossível de controlar em situações “normais” mas muito menos nestas situações extremas.

Talvez em resposta aos Zombies ou quiçá à explosão nuclear na Europa que passaria sem ser explicada fruto de todo o caos ou quiçá até como um dos primeiros sintomas de infecção das redes mundiais por parte do emergente Skynet seria detonado a grande generalidade do arsenal nuclear existente e o mundo mergulharia num inverno nuclear polvilhado de Zombies e estranhos monstros que lentamente eliminariam os poucos restos de humanidade existentes no planeta.

Dos céus, a bordo da estação espacial internacional, os astronautas lá estacionados podiam apenas olhar em pânico enquanto o seu planeta se destruía lentamente diante dos seus olhos. No facebook milhares de colheitas no farmville apodreciam antes de os servidores caírem, no last.fm a playcount da musica RE: Your Brains de Jonathan Coulton batia recordes nunca antes vistos e no Twitter segundos antes de os servidores serem destruídos numa das muitas explosões nucleares podia-se ver um ultimo retweet do Paulo Querido citando a conta da RTP que pedia em bom português “CÉREBRO”…

PS: Parece que foi desta que perdi mesmo o juízo.

Pirataria e a “perca” de dinheiro

Jan 10 20

Escrito por Luis Nabais @ 20/01/10 14:01 | 13 Comentários »

Cada vez que alguém acusa a pirataria de o fazer perder dinheiro Jesus mata 30 gatinhos, 15 canários e 8 porquinhos da índia. Desculpem-me mas é a única coisa que consigo dizer depois de ler textos francamente alarmistas como o colocado no site da ACAPOR que exclamam, qual reportagem da Fox News, coisas como:

800 lojas sucumbiram, 2 400 postos de trabalho desapareceram. Perante esta catástrofe social o Estado Português continua, qual avestruz, a fingir que nada se passa.

Ora vamos aqui clarificar uma coisa para quem acha que a pirataria é roubar ou que faz perder dinheiro: Meus amigos, só se pode perder dinheiro se já o tiveram em algum momento. Vendas não realizadas não são “percas”, quanto muito são potenciais lucros não obtidos o que é algo totalmente diferente.

Mas voltando à Dor e ao sofrimento invocado pela “catástrofe social” que a ACAPOR garante existir no nosso país eu pergunto: porque será que essas “800 lojas sucumbiram”? Será que foi mesmo por causa dos “Downloads ilegais” ou será que foi devido aos modelos de negócio desactualizados que procuravam explorar o consumidor numa era há muito desaparecida onde o acesso à informação e à cultura estava concentrado na mão de alguns.

E mais: “Downloads Ilegais” não existem meus amigos, o que existem é copias não autorizadas e nesse campo temos hoje um debate mundial sério sobre até que ponto se pode limitar os direitos dos indivíduos a copiar algo que adquirem. O direito à propriedade consagra o direito ao uso da mesma como o proprietário bem entender e isso tecnicamente devia incluir o direito à copia. A limitação deste direito através de tecnologias como o DRM ou de leis como o DMCA dos EUA vão contra os direitos fundamentais do Homem na minha modesta opinião e qualquer cidadão que defenda a democracia e a liberdade do individuo deve obviamente ser contra todo o tipo de leis e tecnologias que procurem limitar ou remover esses nossos direitos fundamentais.

Portanto eu faço aqui um apelo a todos os que me lêem e que concordam comigo: passem pelo site do Movimento por um Partido Pirata Português e colaborem da forma que vos for possível para o crescer desta voz em Portugal.

Este post vem como resposta a este apelo da ACAPOR.

3 Sugestões de Jogos

Jan 10 09

Escrito por Luis Nabais @ 09/01/10 3:01 | 5 Comentários »

Ora isto vai ser muito rápido porque eu não tenho muito jeito a justificar estas coisas. Deixo então aqui 3 sugestões de jogos PC, todos eles produzidos por estúdios independentes e que não podem deixar de jogar.

Torchlight

Torchlight

Torchlight

Primeiro está o jogo que na minha modesta opinião é o jogo do ano de 2009. Que me perdoem os fãs de Uncharted 2 e de Modern Warfare 2 e que me perdoem os deuses dos videojogos por eu o colocar á frente do Batman: Arkham Assylum mas a verdade é que eu tenho a sensação que daqui a 2 anos ainda vou estar a pegar no torchlight para jogar enquanto que esses grandes blockbusters já vão estar a ganhar pó na prateleira.

Não estão convencidos? Então e se eu disser que quem está por trás deste jogo são algumas das mentes por trás do Diablo 2? E se eu vos disser que o jogo já me roubou 12h de jogo só na ultima semana? O jogo é basicamente uma sequela espiritual do Diablo 2. É simples, acessivel, tem um suporte fantastico para mods, corre em netbooks e custa 16€. Estão á espera do quê? Vão lá comprar o jogo!

Audiosurf

Audiosurf

Audiosurf

Audiosurf é um jogo que eu já defendo à muito tempo. Comprei-o mal saiu em 2008 e continuo a joga-lo hoje em dia (mais uma vez no portátil) porque é um excelente jogo para se jogar rapidamente. O conceito do jogo é simples: escolhe-se uma musica qualquer do nosso disco rígido e é gerada uma faixa, muito semelhante ás do guitar hero, por onde temos de surfar. É uma forma diferente de ouvir musica e por 10€ vale as horas todas que já gastei nele.

Multiwinia

Multiwinia

Multiwinia

Multiwinia é o ultimo jogo da Introversion Software, uma pequena software house independente que para fazer o seu segundo jogo se viu forçada a declarar falência e os seus 3 membros a vender quase todas as suas posses. Esse segundo jogo era o Darwinia e esta é a sua sequela multi-jogador.

O jogo coloca-nos no controlo dos Darwinians, pequenos seres dentro de um mundo de bits, e temos de os liderar numa guerra contra outros darwinians num sistema muito ao estilo RTS. O jogo é difícil de descrever pelo que sugiro que façam download da demo e o experimentem, é uma experiência diferente e muito engraçada que vale bem os 10€ (ou 15€ para comprar em conjunto com o Darwinia).

Todos estes jogos podem ser encontrados no meu serviço de eleição para comprar jogos: Steam.

O ISCTE tem umas piadas giras

Jan 10 08

Escrito por Luis Nabais @ 08/01/10 1:01 | 11 Comentários »

O ISCTE-IUL, essa aberração fruto da lei de privatização das universidades das universidades viradas fundações e onde eu infelizmente ainda estou a estudar, realmente tem umas piadas muita giras.

Quem é aluno desta instituição ou do IST (e quiçá outros?) conhece certamente o sistema Fénix, um sistema informático onde se faz inscrições nas cadeiras, onde se pode ver o nosso currículo actual, gerir as passwords dos diversos serviços da universidade… resumindo: é o sistema informático da universidade e é essencial aos alunos da mesma (inclusive para pagar as propinas).

Pois bem o Fénix é também utilizado para efectuar uns inquéritos aos alunos sobre as condições de ensino, os professores e demais dados interessantes à universidade. Seria de calcular que tais inquéritos seriam opcionais correcto? Bem sei que é chato ter fraca adesão mas a liberdade de expressão existente neste país implica o direito a não falar quando não se quer correcto? Pois bem o excelentíssimo reitor do ISCTE-IUL acha que não e que os alunos devem ser obrigados a preencher os inquéritos quer queiram quer não e como tal pode ler-se na pagina dos inqueritos desse sistema o seguinte texto:

Recorda-se que a não participação neste inquérito implica o bloqueamento total, a partir do dia 11 de Janeiro de 2010, do acesso ao Curriculum no Fénix, bem como a impossibilidade de obtenção de certificados e declarações (Despacho nº 01/2009 do Reitor do ISCTE-IUL, disponível no Portal de Informação Interna do ISCTE-IUL).

Dizem no e-mail enviado aos alunos e que fica perdido por entre as dezenas de emails enviados por semana (com coisas tão importantes como os novos livros da biblioteca) que os inquéritos são para cumprir requisitos legais (mas não indicam qual a lei em questão) e que inclusive o sistema tem uma opção de não responder que implica escolher “não respondo” ás 50 ou mais perguntas do inquérito.

Agora eu pergunto: alguém me consegue ajudar a encontrar as bases legais que suportam (ou não suportam) esta palhaçada de forçar os alunos a responder inquéritos sob pena de lhes ser negado o acesso não só a uma ferramenta tornada essencial para o frequentar do curso como a documentos legais que podem muito bem ser essenciais para os alunos (como é o caso de certificados e declarações)?

Portugal e os stocks

Jan 10 05

Escrito por Luis Nabais @ 05/01/10 15:01 | 9 Comentários »

Há uma coisa que anda a matutar na minha cabeça á anos a fio e é a mesma questão que vi colocada pelo @ruimoura no twitter ainda agora:

juro que continuo sem entender o porquê dos preços praticados em Portugal, não encontro qualquer tipo de explicação racional

Primeiro um pouco de contexto: esta pergunta é acerca dos preços dos videojogos neste nosso canto á beira mar plantado e como é possível encomendá-los do Reino Unido por uma fracção do preço que se paga no nosso país, muitas vezes com variações de preço que chegam aos 60% ou mais!

Deixem-me dar-vos apenas um pequeno exemplo. Nas imagens seguintes podem ver o preço, á data deste post, de um jogo saído neste ultimo Dezembro em duas lojas da mesma multi-nacional. A diferença entre elas é que uma é a versão britânica da loja e a outra a nacional.

Preço Assassin's Creed 2 na Game PT Preço Assassin's Creed 2 na Game UK

Resumindo:

Uma diferença de sensivelmente 25€ (20€ se contarmos com portes de envio) e este nem sequer é um dos exemplos mais chocantes pois quanto mais tempo passa da data de lançamento do jogo mais vão crescendo as diferenças.

Mas onde reside o problema? Será má fé dos comerciantes? Um cartel? Incompetência? Eu há muito que penso na questão e creio que cheguei a uma conclusão. O problema põe-se porque os gestores das lojas em Portugal são incompetentes pura e simplesmente.

Eu não tenho grande background de economia ou gestão, sou até bastante leigo na matéria, mas tinha na ideia que era mau manter produtos em stock por largos períodos de tempo. Fiquem com isto em mente enquanto eu descrevo o que se passa no mercado português dos videojogos.

O comerciante compra os jogos à distribuidora e coloca-os na loja com o P.V.P. recomendado (os habituais 75 ou 60€). Nos primeiros meses quem está disposto a comprar o jogo por esse preço compra o jogo, os demais ficam à espera de uma baixa de preço ou encomendam de países como o Reino Unido para aproveitar a actual força da nossa moeda em relação ás demais.

Os meses passam e o comerciante português nem pensa em actualizar os preços dos jogos que tem em stock deixando-os nas prateleiras à espera que os jogos vendam, coisa que obviamente não acontece uma vez que o comerciante Inglês entretanto já baixou o preço tornando a diferença ainda mais substancial do que à data de lançamento.

O comerciante português como quer assegurar um lucro fixo nos produtos que tem em stock não baixa o preço do seu produto mesmo quando são lançadas novas versões de baixo custo deste. Chega-se até ao ridículo de o catalogo da cadeia que é enviado nas newsletters e distribuído nas caixas de correio anunciar a nova versão quando nas lojas apenas se encontra a antiga ao preço de lançamento. Aconteceu-me por exemplo no mês passado ver no catalogo de uma certa grande cadeia que começa por “f”, acaba e “c” e tem as letras “na” no meio ver o jogo “Forza Motorsports 2 – Classics” anunciado por 18€ quando nas lojas apenas estava disponível a versão antiga por 60€ (devo dizer que ainda lá estava quando passei pela loja este fim de semana).

Resumindo temos uma situação de pescadinha de rabo na boca: o comerciante não baixa os preços porque não vende o que tem em stock e os clientes não compram porque o comerciante não baixa o preço.

A conclusão? Vamos ficar cada vez mais de fora da europa no que toca a videojogos porque as únicas coisas que vendem por cá são Singstars, Buzz e demais jogos “casuais” onde a clientela habitual não está habituada a encomendar online (muitas vezes nem sequer compara entre lojas em solo nacional).

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