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Anime Report – Inverno 2012

Abr 12 16

Escrito por Luis Nabais @ 16/04/12 23:04 | Sem Comentários »

Como as tradições são para manter cá vem mais um rescaldo tarde e a más horas que é para a malta habitual manter a expectativas em relação aqui ao tasco. Mas desta vez a culpa não foi minha, juro por qualquer coisa que achem que sirva para dar peso a esta frase tão habitual do português. A verdade é que tivemos uma temporada atípica com séries de tamanhos estranhos e uma mesmo a infiltrar-se na temporada actual, série essa que eu queria mesmo mencionar aqui mas que não podia fazer enquanto não acabasse.

Posto isto vamos lá dar uma vista de olhos a uma temporada que marcou o regresso da Gonzo e o final de um dos chamados “três grandes” da bonecada da terra do sol nascente.

Nisemonogatari

Nisemonogatari

Nisemonogatari

Começemos pela bomba da temporada, a série que foi tema de conversa de grande parte dos fãs durante a maior fatia destes últimos 4 meses. A Shaft passou novamente para as mãos do seu icónico realizador Shinbo Akiyuki uma fatia da saga monogatari de Nisio Isin com este Nisemonogatari (que traduz para algo como “fals’história” numa junção de falso com história). O resultado foi o expectável: o visual marcante do realizador aliado ao dialogo tenaz da caneta do autor e desta feita com o fanservice levado ao extremo!

Porém desta feita não posso recomendar a série sem deixar fortes reservas. A qualidade está lá e não ocorreram problemas de tempo/orçamento como aconteceu à serie anterior (Bakemonogatari) mas a historia em si é claramente mais apontada para quem já é fã da série e ao mesmo tempo adepto do lado mais… digamos que é para quem não tende a julgar negativamente cenas mais arrojadas.

Mas para mais detalhes fica desde já prometida uma analise mais aprofundada à série ainda esta semana.

Bleach

Bleach

Bleach

Vamos tirar já isto do caminho: uma série que acompanhou muito boa gente desde o já bem distante ano de 2004 atingiu finalmente a sua conclusão. Falo de Bleach, aquela que foi durante muito tempo considerada uma das “três grandes” da animação nipónica ao lado de Naruto ou One Piece.

A série teve pontos altos e baixos mas a verdade é que estes últimos têm vindo a ser maioritários desde que terminou o primeiro grande arco da série. Como qualquer série que se prolonga ao longo de anos a qualidade do enredo, da animação e da arte teve variações brutais e os fillers (vulgar: enchimento de chouriço para não passar à frente do original) em nada ajudaram. Claro que a manga também não está de muito melhor saúde com a qualidade da historia escrita por Tito Kube à muito num ponto baixo que a levou a sair até do Top 5 das mangas mais lidas no Japão.

Resta-nos então dizer adeus para já à adaptação televisiva que agora acaba. Pode ser que um dia vejamos aquele que parece ser o ultimo arco da manga animado quer numa nova série (a-la-Naruto Shippuuden) quer sob a forma de OVA (a-la-Inuyasha).

Black Rock Shooter

Black Rock Shooter

Black Rock Shooter (2012)

Black Rock Shooter voltou com uma série de 8 episódios que decidiu reescrever a historia já utilizada para a OVA com o mesmo nome. Trazida até nós pela caneta de Mari Okada (Toradora, True Tears, Gosick) esta série conta a historia de Kuroi Mato, uma rapariga alegre que acaba de entrar na escola secundária onde vai conhecer os problemas de raparigas como Takanashi Yomi ou Koutari Yuu. Claro que a historia não acaba por aqui pois paralelamente aos eventos do “mundo real” decorrem os eventos do mundo de Black Rock Shooter onde decorrem lutas intermináveis entre a titular da série e as mais diversas inimigas.

Não me vou meter aqui com paninhos quentes: A animação e arte 2D da série é má! A OVA não era nada de especial, sendo perfeitamente média, mas esta série de TV tem momentos em que a qualidade se torna quase desconfortável de ver. E como se não bastasse a má qualidade da arte da série ainda temos o guião onde o drama é levado ao exagero, a historia é atirada de um lado para o outro à procura do twist que dá jeito para introduzir a personagem seguinte e do momento dramático que deixa toda a gente lavada em lágrimas: as personagens porque a historia assim o dita e nós, espectadores, sem saber se choramos por aquele enredo ser tão mão ou se nos choramos a rir precisamente pela mesma razão.

Mas nem tudo é de se deitar fora: a banda sonora deve no mínimo apelar aos fãs da licença e o 3D está muito bem encaminhado para passar despercebido no meio da animação tradicional… ou pelo menos da boa animação tradicional.

Como podem notar não é propriamente uma série que recomende e o pior é que ainda não acabei, esperem só pela próxima.

Guilty Crown

Guilty Crown

Guilty Crown

Aqui vamos outra vez. Com uma equipa que contava com o realizador de Death Note e composição pela mesma pessoa que compôs Code Geass sem esquecer a musica a cargo dos Supercell e tudo isto debaixo do tecto que nos deu séries como Ghost in the Shell ou Eden of the East, a Productions I.G. As expectativas eram altas mas poucos esperavam o que saiu dali.

Ouma Shuu é um rapaz tímido que sempre procurou não se meter em problemas. Vai à escola num Japão que sofre ainda os efeitos do “Natal Perdido”, um evento que causou um surto viral que levou ao controlo do país por uma organização chamada GHQ e à introdução de lei marcial. Tudo muda quando ele conhece Yuzuriha Inori, a vocalista de uma banda underground, e ao mesmo tempo adquire o poder do rei que lhe dá a capacidade de extrair voids do coração das pessoas.

A pior parte de Guilty Crown é que a premissa até parece bastante sólida e, pior ainda, o próprio outline do enredo idem porém a execução devia tornar-se num caso-estudo sobre o que não fazer: desde o inicio excessivamente parado numa tentativa de enfiar um dia a dia escolar à força na historia até à segunda parte que, apesar de melhor, parece ver-se aflita para conseguir fechar os muitos pontos que foi deixando em aberto pelo caminho.

Guilty Crown não é uma boa série mas custa-me bem mais dizê-lo do que Black Rock Shooter. É que ao contrario dessa, esta consegue ter excelente animação e arte, boa música e acima de tudo um enredo que mesmo no seu pior nunca atinge o melodramático ridículo da série de Mari Okada.

Mas para mais fica prometida uma analise mais detalhada em breve.

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