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Dicas para um recém-chegado ao Ubuntu

Set 07 08

Escrito por Luis Nabais @ 08/09/07 1:09 | 4 Comentários »

…ou como não desistir de usar Ubuntu passados 5 minutos.

Vou neste artigo refutar algumas das principais razões que são habitualmente dadas pelos utilizadores que desistem do Ubuntu antes mesmo de o instalar.

1 – O Sistema é feio.
Eu sei que a maioria das pessoas fica pelo default mas o do Ubuntu não é propriamente atraente (não é que eu desgoste do castanho/laranja, simplesmente acho que está mal utilizado) por isso uma das principais razões para a desistência precoce do sistema é o seu aspecto. Experimente fazer algo tão simples como no proprio live cd irem a Sistema -> Preferências -> Tema e escolherem um tema como o “Aspecto Claro” ou o “Brilhante”.

2 – Não funcionou antes.
Outra grande questão é que muita gente não tem o seu hardware 100% funcional no sistema e eu não vou mentir: o mais provável é que nos próximos tempos isso nunca venha a acontecer. No entanto a cada nova versão do Ubuntu existe mais suporte para hardware e acreditem em mim, as diferenças são notórias.

3 – A aplicação que eu preciso não está disponível em Ubuntu.
Isso até pode ser verdade se estivermos a falar de ferramentas profissionais como o Photoshop ou o Flash mas muitas outras têm boas alternativas em Linux e muitas vezes é o desconhecimento que causa esta reacção.
Vejamos: o que precisa realmente o utilizador médio (um estudante ou uma pessoa que usa o seu pc para ver mails e ir aos sites do banco)?

  • Precisa de email (Evolution, Thunderbird, KMail… Opções não faltam.
  • Precisam de Internet (Firefox, Opera, Konqueror… Só escolher)
  • Precisam de ferramentas de escritório (OpenOffice, Abiword + Gnumeric, KOffice)
  • Musica (Nem enumero as escolhas).
  • Video (O Totem serve para o dvd ocasional, o mplayer e o vlc já são escolhas populares mesmo em windows).
  • Ligações a iPods, Creative Zen, etc… (tudo isto já é suportado bastando apenas usar o Adicionar/Remover Programas)
  • PDFs (vem pré-instalado via Evince)

Se me esqueci de alguma coisa enumerem-na por favor.

4 – Mas preciso de ir á consola para mudar isto e aquilo…
Isso já não é inteiramente verdade. Eu em ubuntu apenas preciso de editar esporadicamente 2 ficheiros via consola e um deles faço-o apenas por força do habito já que era tão simples como activar duas ou três “checkboxes” num interface gráfico, a outra vai tornar-se praticamente residual no proximo Ubuntu (7.10) pelo que duvido que volte lá muitas vezes.

5 – As fontes do sistema são feias.
Nada que uma visita ao UbuntuGuide não resolva (não se assustem com o tamanho, pensem primeiro no que realmente precisam). Nunca vi nenhum guia assim para windows pelo menos e a maioria destas coisas também têm de ser instaladas manualmente… Só que aí não está tudo num sitio, tem de se andar a procurar em varios sites distintos.

E pronto, estas são as minhas dicas por forma a não desistirem. Se são utilizadores actuais de Linux digam porque é que o usam, se não são digam o que vos impede de o usar para vermos se afinal não poderiam também aderir a este mundo de software livre de usar e distribuir.

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4 Comentários

  1. Sérgio Rebelo

    Eu ainda uso Windows e digo ainda porque estou a pensar dar mais uma oportunidade ao Ubuntu.

    Na primeira tentativa que fiz de instalar o Ubuntu, não consegui que o modem fosse reconhecido. Desisti! Agora que o modem é já diferente, funciona. Sei porque experimentei arrancar com o Live CD esta semana.

    As minhas dúvidas prendem-se com o Software a que eu já estou habituado e que não tem versão para Linux, como seja o caso do Fireworks (mas que poderá ser substituído pelo Gimp, I guess) e o Flash (há alternativas?)

    A juntar a isso tudo sou muito preguiçoso… 😛

  2. António Pedro

    @Sérgio:
    Da última vez que vi, estava em via de construção um projecto chamado F4L (flash4linux)… Não sei como anda agora, mas como vês, estão a ser feitos esforços para criar uma alternativa 😉

  3. Dextro

    @Sérgio: lá está, todo esse software é de difícil substituição e o Fireworks não é lá muito fácil de ser substituido já que o Gimp não tem uma curva de aprendizagem, tem mesmo uma montanha a escalar.

    Eu nem sei se depois dessa montanha se consegue fazer o mesmo que no Fireworks ou Photoshop, tenho sérias duvidas 😕

  4. Sérgio Rebelo

    @Pedro: Obrigado pela dica. Se eu me decidir a mudar vou mesmo investigar o estado desse F4L.

    @Dextro: O gimp não me parece ser muito problemático. Eu não sou um power user do Photoshop nem do Fireworks. Aliás acabo por recorrer ao Fireworks porque é mais simples. Imagino que o Gimp permita fazer tudo o que eu sei fazer no Photoshop e no Fireworks.