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Perfect society

Jun 05 12

Escrito por Luis Nabais @ 12/06/05 23:06 | Sem Comentários »

Ha uns tempos um amigo meu indicou-me este blog: Alea Jacta Est, onde constava o modelo dessa pessoa de sociedade perfeita.

Ora pois bem tive a pensar e se bem que não concordo que seja o método a seguir tenho de admitir que o estilo de sociedade repressiva que ele sugeria é eficaz e por isso mesmo pensei em tentar eu também pensar numa. Devo desde já avisar que já não me recordo bem do que li porque já se passou algum tempo e não reli para não ficar mais influenciado. No entanto as semelhanças são inevitáveis infelizmente.

Cheguei então a estas conclusões: Antes de mais nada para criar uma sociedade perfeita é necessário remover todos e quaisquer razões para conflito e para assegurar isto é necessário tratar todos por igual. Para assegurar tal tratamento todas as pessoas devem entregar tudo o que têm ao estado que por sua vez fornecerá a todos EXACTAMENTE as mesmas regalias e deveres equivalentes.

Ora mas para criar tal igualdade as cidades actuais não servem pelo que teremos de as destruir até á mais ínfima construção humana para as reconstruir de novo com edifícios de dormida, edifícios de alimentação, locais de produção, etc… Obviamente que toda a arte quer seja pintura, musica, escultura ou qualquer outra será destruída e banida uma vez que promovem a individualidade e a liberdade de pensamento, algo que terá de ser banido para evitar conflitos.

Como forma de assegurar que ninguém tem ideias todos terão de se submeter a drogas inibidoras no início administradas por uma força pessoal feita a partir dos mais fiéis e fanáticos á causa, escolhidos pessoalmente pelo líder. Estes constituíram também a guarda pessoal do líder que certamente seria necessária nos primeiros tempos até todo o pensamento livre ser eliminado.

Para assegurar que cada um contribui ao máximo para a sociedade serão criados laboratórios onde o ADN de cada individuo é analisado e é comparado com as mais brilhantes mentes nas suas áreas para verificar qual a sua apetência. As pessoas são geneticamente catalogadas e criar-se-ão em laboratório crianças com a junção dos melhores códigos genéticos para assegurar uma constante melhoria da espécie.

Toda e qualquer relação entre indivíduos está limitada ao necessário para a produção benéfica para a sociedade. Amor, casamento, amizade, ódio… tudo tem de ser inibido pelas drogas e pela lavagem mental efectuada desde a infância. A infância seria passada em instituições de processamento que preparam cada criança para a sua profissão futura e para servir a sociedade sem efectuar perguntas. Assim que atingissem a puberdade eram recolhidas amostras do seu esperma ou óvulos para serem usados no processo de reprodução. E posteriormente á colecta seriam tornados estéreis para evitar qualquer reprodução não autorizada.

Sempre que alguém se tornasse inútil para a sociedade quer devido á idade quer devido a um acidente ou deficiência seria terminado caso não se encontrasse uma posição alternativa. Se todos os sentimentos são banidos não se poderia mostrar compaixão.

Se formos a ver bem ainda havia muito mais que se poderia analisar e definir para esta “sociedade perfeita”. Na realidade basta olhar para as abelhas e formigas para ver exemplos de sociedades praticamente perfeitas. No entanto isto só seria atingível negando aquilo que nos faz humanos: a nossa capacidade de pensamento, a nossa criatividade, os nossos sentimentos. É precisamente por isto que creio que esta via, por mais eficaz que seja, não é viável.

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